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18 de Mayo, 2006


fransiles gallardo, peru

NO ME LAMENTO    por las trompadas

que de los fracasos    recibí

no

 

me aflijo

 

por los rectos a la mandíbula    ganchos al hígado

puntapiés en la espinilla

 

atrevido    por más que quise     no pude

propinarle

 

a los  fracasos    míos   frustraciones   

desencantos    mil

 

 

FRANSILES GALLARDO , LIMA- PERÚ; del libro “Estremecido Gato Montés Olfateando la Muerte”, de próxima publicación.

Por lobitogabriel - 18 de Mayo, 2006, 16:19, Categoría: poesia
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pablo fernandez, argentina

El trovador Pablo Fernandez realizara una gira por las ciudades de Necochea, Mar del Plata y Tandil presentando canciones de su propio repertorio y de su cd Bocetos junto a artistas y trovadores locales!!! se agradece la difusión!!

www.conciertos.blog.com.es
www.pablofernandezweb.com.ar

Por lobitogabriel - 18 de Mayo, 2006, 16:09, Categoría: musica
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liliana aleman, argentina

ADIOSES

La voz

arena húmeda de herrumbre

impregna

la boca abierta comulgando

un mar que escapa

del volumen oscuro

de las miradas

junto al ocre de la tarde

disuelta.

fuente: POEMANIA Nº 13

Por lobitogabriel - 18 de Mayo, 2006, 16:03, Categoría: poesia
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veronica pedemonte, españa

Romance

 

Siete volcanes en mi vientre

siete galaxias en mi espalda

el Universo se movía

entre los picos de mi almohada.

Tú me besabas hondamente

y un rayo azul me traspasaba.

Y no había herida más profunda

una piragua entre la nada

abriendo el cauce de mi nombre

en los relámpagos del alba.

Siete quetzales amarillos

tu corazón transfiguraba.

Sobre las fíbulas del tiempo

era tu cuerpo de esmeralda

y  tu semilla azul ardía

fiesta sonámbula del agua.

Siete quetzales amarillos

tu corazón transfiguraban.

 

 

VERÓNICA PEDEMONTE (MÍNIMA ESTRELLA))

Por lobitogabriel - 18 de Mayo, 2006, 16:02, Categoría: poesia
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harmonie botella, españa

Harmonie Botella Chaves

El Campello . Alicante

Me vestí de lluvia y de mar

 

Me vestí de lluvia y de mar,

me engalané de mirra y jazmín,

me oculté detrás de la quimera del tiempo.

Del infinito y del ensueño hice un manto

que escondiera mis pensamientos.

Me vestí de lluvia y de mar

disimulando mis sentimientos

y a hurtadillas entré en el vergel de tu corazón.

Sorbito a sorbito bebí el néctar de tu amor.

 

Despierta mi amor, ebrios de tu esencia

mis ojos afligidos buscan tus miradas abrasadas,

tus labios encendidos y tus manos ardientes.

Más el arpa de tu cuerpo dolido se pierde en unos meandros,

meandros incógnitos que turban tu mente.

Recuerda que me vestí de lluvia y de mar,

me engalané de mirra y jazmín

para que descansares tu pena

sobre el jardín de mi seno.

 

Por lobitogabriel - 18 de Mayo, 2006, 16:00, Categoría: poesia
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carlos drumond de andrade

Canto ao Homem do Povo - Charles Chaplin

Carlos Drummond de Andrade

I

Era preciso que um poeta brasileiro,
não dos maiores, porém dos mais expostos à galhofa,
girando um pouco em tua atmosfera ou nela aspirando a viver
como na poética e essencial atmosfera dos sonhos lúcidos,

era preciso que esse pequeno cantor teimoso,
de ritmos elementares, vindo da cidadezinha do interior
onde nem sempre se usa gravatas mas todos são extremamente polidos
e a opressão é detestada, se bem que o heroísmo se banhe em ironia,

era preciso que um antigo rapaz de vinte anos,
preso à tua pantomima por filamentos de ternura e riso dispersos no tempo,
viesse recompô-los e, homem maduro, te visitasse
para dizer-te algumas coisas, sobcolor de poema.

Para dizer-te como os brasileiros te amam
e que nisso, como em tudo mais, nossa gente se parece
com qualquer gente do mundo - inclusive os pequenos judeus
de bengalinha e chapéu-coco, sapatos compridos, olhos melancólicos,

vagabundos que o mundo repeliu, mas zombam e vivem
nos filmes, nas ruas tortas com tabuletas: Fábrica, Barbeiro, Polícia,
e vencem a fome, iludem a brutalidade, prolongam o amor
como um segredo dito no ouvido de um homem do povo caído na rua.

Bem sei que o discurso, acalanto burguês, não te envaidece,
e costumas dormir enquanto os veementes inauguram estátua,
e entre tantas palavras que como carros percorrem as ruas,
só as mais humildes, de xingamento ou beijo, te penetram.

Não é a saudação dos devotos nem dos partidários que te ofereço,
eles não existem, mas a de homens comuns, numa cidade comum,
nem faço muita questão da matéria de meu canto ora em torno de ti
como um ramo de flores absurdas mando por via postal ao inventor dos jardins.

Falam por mim os que estavam sujos de tristeza e feroz desgosto de tudo,
que entraram no cinema com a aflição de ratos fugindo da vida,
são duras horas de anestesia, ouçamos um pouco de música,
visitemos no escuro as imagens - e te descobriram e salvaram-se.

Falam por mim os abandonados da justiça, os simples de coração,
os parias, os falidos, os mutilados, os deficientes, os indecisos, os líricos, os cismarentos,
os irresponsáveis, os pueris, os cariciosos, os loucos e os patéticos.

E falam as flores que tanto amas quando pisadas,
falam os tocos de vela, que comes na extrema penúria, falam a mesa, os botões,
os instrumentos do ofício e as mil coisas aparentemente fechadas,
cada troço, cada objeto do sótão, quanto mais obscuros mais falam.

II


A noite banha tua roupa.
Mal a disfarças no colete mosqueado,
no gelado peitilho de baile,
de um impossível baile sem orquídeas.

És condenado ao negro. Tuas calças
confundem-se com a treva. Teus sapatos
inchados, no escuro do beco,
são cogumelos noturnos. A quase cartola,
sol negro, cobre tudo isto, sem raios.

Assim, noturno cidadão de uma república
enlutada, surges a nossos olhos
pessimistas, que te inspecionam e meditam:
Eis o tenebroso, o viúvo, o inconsolado,
o corvo, o nunca-mais, o chegado muito tarde
a um mundo muito velho.

E a lua pousa
em teu rosto.
Branco, de morte caiado,
que sepulcros evoca mas que hastes
submarinas e álgidas e espelhos
e lírios que o tirano decepou, e faces
amortalhadas em farinha.
O bigode
negro cresce em ti como um aviso
e logo se interrompe.
É negro, curto,
espesso. O rosto branco, de lunar matéria,
face cortada em lençol, risco na parede,
caderno de infância, apenas imagem
entretanto os olhos são profundos e a boca vem de longe,
sozinha, experiente, calada vem a boca
sorrir, aurora, para todos.

E já não sentimos a noite,
e a morte nos evita, e diminuímos
como se ao contato de tua bengala mágica voltássemos
ao país secreto onde dormem os meninos.
Já não é o escritório e mil fichas,
nem a garagem, a universidade, o alarme,
é realmente a rua abolida, lojas repletas,
e vamos contigo arrebentar vidraças,
e vamos jogar o guarda no chão,
e na pessoa humana vamos redescobrir
aquele lugar - cuidado! - que atrai os pontapés: sentenças
de uma justiça não oficial.

III


Cheio de sugestões alimentícias, matas a fome
dos que não foram chamados à ceia celeste
ou industrial. Há ossos, há pudins
de gelatina e cereja e chocolate e nuvens
nas dobras do teu casaco. Estão guardados
para uma criança ou um cão. Pois bem conheces
a importância da comida, o gosto da carne,
o cheiro da sopa, a maciez amarela da batata,
e sabes a arte sutil de transformar em macarrão
o humilde cordão de teus sapatos.

Mais uma vez jantaste: a vida é boa.
Cabe um cigarro: e o tiras
da lata de sardinhas.
Não há muitos jantares no mundo, já sabias,
e os mais belos frangos
são protegidos em pratos chineses por vidros espessos.

Há sempre o vidro, e não se quebra,
há o aço, o amianto, a lei,
há milícias inteiras protegendo o frango,
e há uma fome que vem do Canadá, um vento,
uma voz glacial, um sopro de inverno, uma folha
baila indecisa e pousa em teu ombro: mensagem pálida
que mal decifras
o cristal infrangível. Entre a mão e a fome,
os valos da lei, as léguas. Então te transformas
tu mesmo no grande frango assado que flutua
sobre todas as fomes, no ar; frango de ouro
e chama, comida geral, que tarda.

IV

O próprio ano novo tarda. E com ele as amadas.
No festim solitário teus dons se aguçam.
És espiritual e dançarino e fluido,
mas ninguém virá aqui saber como amas
com fervor de diamante e delicadeza de alva,
como, por tua mão a cabana se faz lua.

Mundo de neve e sal, de gramofones roucos
urrando longe o gozo de que não participas.
Mundo fechado, que aprisiona as amadas
e todo o desejo, na noite, de comunicação.

Teu palácio se esvai, lambe-te o sono,
ninguém te quis, todos possuem,
tudo buscaste dar, não te tomaram.
Então encaminhas no gelo e rondas o grito.

Mas não tens gula de festa, nem orgulho
nem ferida nem raiva nem malícia.
És o próprio ano-bom, que te deténs. A casa passa
correndo, os copos voam,
os corpos saltam rápido, as amadas
te procuram na noite... e não te vêem,
tu pequeno, tu simples, tu qualquer.

Ser tão sozinho em meio a tantos ombros,
andar aos mil num corpo só, franzino,
e ter braços enormes sobre as casas,
ter um pé em Guerrero e outro no Texas,
falar assim a chinês a maranhense,
a russo, a negro: ser um só, de todos,
sem palavra, sem filtro,
sem opala:
há uma cidade em ti, que não sabemos.

V


Uma cega te ama. Os olhos abrem-se.
Não, não te ama. Um rico, em álcool,
é teu amigo e lúcido repele
tua riqueza. A confusão é nossa, que esquecemos
o que há de água, de sopro e de inocência
no fundo de cada um de nós, terrestres. Mas, ó mitos
que cultuamos, falsos: flores pardas,
anjos desleais, cofres redondos, arquejos
poéticos acadêmicos; convenções
do branco, azul e roxo; maquinismos,
telegramas em série, e fábricas e fábricas
e fábricas de lâmpadas, proibições, auroras.
Ficaste apenas um operário
comandado pela voz colérica do megafone.
És parafuso, gesto, esgar.
Recolho teus pedaços: ainda vibram,
lagarto mutilado.

Colo teus pedaços. Unidade
estranha é a tua, em mundo assim pulverizado.
E nós, que a cada passo nos cobrimos
e nos despimos e nos mascaramos,
mal retemos em ti o mesmo homem,

aprendiz
bombeiro
caixeiro
doceiro
emigrante
forçado
maquinista
noivo
patinador
soldado
músico
peregrino
artista de circo
marquês
marinheiro
carregador de piano

apenas sempre entretanto tu mesmo,
o que não está de acordo e é meigo,
o incapaz de propriedade, o pé
errante, a estrada
fugindo, o amigo
que desejaríamos reter
na chuva, no espelho, na memória
e todavia perdemos

VI


Já não penso em ti.
Penso no ofício
a que te entregas. Estranho relojoeiro
cheiras a peça desmontada: as molas unem-se,
o tempo anda. És vidraceiro.
Varres a rua. Não importa
que o desejo de partir te roa; e a esquina
faça de ti outro homem; e a lógica
te afaste de seus frios privilégios.

Há o trabalho em ti, mas caprichoso,
mas benigno,
e dele surgem artes não burguesas,
produtos de ar e lágrimas, indumentos
que nos dão asa ou pétalas, e trens
e navios sem aço, onde os amigos
fazendo roda viajam pelo tempo,
livros se animam, quadros se conversam,
e tudo libertado se resolve
numa efusão de amor sem paga, e riso, e sol.

O ofício é o ofício
que assim te põe no meio de nós todos,
vagabundo entre dois horários; mão sabida
no bater, no cortar, no fiar, no rebocar,
o pé insiste em levar-te pelo mundo,
a mão pega a ferramenta: é uma navalha,
e ao compasso de Brahms fazes a barba
neste salão desmemoriado no centro do mundo oprimido
onde ao fim de tanto silêncio e oco te recobramos.

Foi bom que te calasses.
Meditavas na sombra das chaves,
das correntes, das roupas riscadas, das cercas de arame,
juntavas palavras duras, pedras, cimento, bombas, invectivas,
anotavas com lápis secreto a morte de mil, a boca sangrenta
de mil, os braços cruzados de mil.

E nada dizias. E um bolo, um engulho
formando-se. E as palavras subindo.
Ó palavras desmoralizadas, entretanto salvas, ditas de novo.
Poder da voz humana inventando novos vocábulos e dando sopros exaustos.
Dignidade da boca, aberta em ira justa e amor profundo,
crispação do ser humano, árvore irritada,
contra a miséria e a fúria dos ditadores,

ó Carlito, meu e nosso amigo, teus sapatos e teu bigode
caminham numa estrada de pó e de esperança.

Por lobitogabriel - 18 de Mayo, 2006, 15:58, Categoría: poesia
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lady lopez

Me mudé. Ayer ya no estoy. Ahora estoy aquí.

Elegía

 

"...Yo me hundí
en el abismo
de las casas más pobres,
debajo de la cama,
en la cocina,
donde nadie pudiera examinarme,
escribí, escribí sólo
para no morirme..."

Pablo Neruda
, Oda a la envidia

 

A veces no salgo de mi casa porque me da pereza el mundo y sus esquinas. Laberíntica, circular y helicoide es la morada de mis refugios. En ella, están grabados todos los rostros de mi sangre que me nombran.  Soy aquí, simplemente soy.

Las alfombras están roídas por mi paso cotidiano. En el camino, se han empeñado los recuerdos, los sentidos y en ocasiones la indolencia. Confieso que, en la soledad, aún me escondo en el ropero en busca del ondulado vestido para coser un futuro porvenir.

Las luces y las sombras son fardos sigilosos que arropan esta piel con traje de luces para la faena diaria.

Naufrago en este río incontenible. Sin tiempos, lo que es pasado ahora es presente, el presente es olvido. Las voces viajan, decantan mis demonios.

Antes temía a la noche, ahora muero con ella entre las sombras y sus espejismos. A mi llegada, escucho las risas, los ecos, todo es enredo. La casa tiene cada objeto en su lugar, está llena, colmada de fiesta, ahora no le falta nada.

Todos los espacios de la morada tienen nombre en el papel; la tinta y su latido están plasmados en el papiro de la madrugada. Sí escribo en sepia, lo hago para no morir en mi memoria.

Si acaso me preguntan dónde habito, la respuesta es muy sencilla: vivo en la marea de mi casa, mar adentro imperturbable.

¡Hoy amanecí, en las sombras de mi muerte! El invierno expía en mi memoria.

 

 

 Azucenas y cardos para los ecos de la despedida.

 

La casa de pasillos obscuros y muebles empolvados se lleno de aire, de sol, de rumores y reflejos verdes y azules, pueblo numeroso y feliz de reverberaciones y ecos.

 

Octavio Paz- Mi vida con la ola

 

 

Desnuda de mí,

hoy terminé de reconstruir

y levantar las ruinas de esta casa.

Caprichoso vuelco al corazón en el olvido.

 

Sus ladrillos,

llevan la sangre

del filo de la noche.

 

Brilla la luz,

los espejos y sus recovecos.

Polvo soy a la distancia.

 

Sin cadenas,

sin espectros,

excomulgada de mí,

vierto letra cuando apenas amanece.

 

Lady López

(2004)

Por lobitogabriel - 18 de Mayo, 2006, 15:56, Categoría: cuento
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carlos monteros, argentina

Carlos Monteros

13 de diciembre de 2001- 13 de diciembre de 2005

Resistencia - Chaco - Argentina Margarita Belén - Hito de la memoria

De hitos 1

 

Veintidos

 

Para algunos la búsqueda

para otros el olvido

para algunos las lágrimas

para otros la indiferencia

para algunos el silencio

para otros la resignación

 

a veintidós años

de entonces

sólo cabe una pregunta:

 

¿Para cuándo la justicia?

 

Resistencia, diciembre de 1998

Por lobitogabriel - 18 de Mayo, 2006, 15:54, Categoría: poesia
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john cuellar, peru

¡SI NO ERES MÍA NO SERÁS DE NADIE!

 

Rosario ha sido asesinada, el culpable está por ser liberado a falta de pruebas. Una semana antes había sido secuestrada por un estudiante de derecho de quien fuese por tres años su enamorada. La policía la rescató luego de cruzar informaciones, dar con su paradero y obtener el difícil permiso para allanar la vivienda del hijo de uno de los influyentes del gobierno. Cuando fueron al rescate, la muchacha permanecía amordazada, en tanto que el sujeto deliraba junto a la puerta del cuarto. Los exámenes médicos arrojaron que había bebido en exceso y se había inyectado dosis de cocaína.

El joven permaneció detenido en el hospital policial durante 48 horas, luego fue liberado. Pues su padre, al enterarse de lo sucedido, hizo una llamada a la comisaría. Apenas liberado, el muchacho fue a la casa de Rosario; y al obtener negativas, lanzó un grito:

-¡Rosario, Rosario, si no eres mía no serás de nadie! ¿Entiendes? ¡Si no eres mía no serás de nadie!

Por lobitogabriel - 18 de Mayo, 2006, 15:52, Categoría: cuento
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santiago azar, chile

Santiago Azar

RECITAL DE MIS ARAÑAS

Estoy condenado a destripar el corazón de las arañas,

a poner los dedos dentro de la caldera de una flor.

Estoy arrestado en las prisiones de una lágrima con cuchillos.

mastico el cuesco amargo de un día oscuro

y paseo en la niebla sucia que destapa a los caballos en los campos.

Me he hecho débil como una copa sin vino,

que ni esta canción me pertenece completamente.

Y después, arribará el diablo vestido de mujer,

ofreciéndome pan, versos en ediciones de lujo,

zapatos incendiados en la boca poderosa de una estrella,

autógrafos anónimos para que nadie me encuentre,

kilos de juventud esparcida en piernas y manos.

Y así se me presentará el diablo,

vestido de mujer, guiñándome el ojo varias veces,

seduciéndome con un beso que recorra mi sexo y pecho,

mas no sacará nada, nada podrá arrebatarme,

porque en las arañas de este cuarto húmedo,

ya he tenido mi abundante infierno.             

Por lobitogabriel - 18 de Mayo, 2006, 15:48, Categoría: poesia
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